Previsivelmente, o presente texto não se presta a descrever ou fazer propaganda desses espetáculos, pois que dispensável. Presta-se, efetivamente, a elogiar os verdadeiros merecedores: os dois elencos e o processo que conduziu a esse resultado belíssimo.
Foi com humildade e ânimo de atender às necessidades dos espetáculos em apreço, que me deparei com um paradigma ímpar em matéria de teatro. Pois que não basta a dramaturgia sofisticada. A condução do processo é fundamental. Porém, não basta a condução do processo; a dedicação do elenco é peça chave.
Tudo isso é para dizer que me deparei não só com o brilhantismo da condução de Thais Aguiar, mas também com a dedicação interminável de dois elencos fantásticos que prescindiam, sem saber, de um diretor musical. Precisavam, em verdade, de alguém que lhes dissesse, apenas: “vocês podem, vocês vão”. E foi nesse processo de convencimento empírico que passei de diretor a aluno; e de aluno a público.
É sempre presumível, o aprendizado… Mas, nesse tamanho, nem tanto presumível quanto espantoso.
Agradeço, com entusiasmo e lágrimas, o fato de ter sido ouvido durante esse processo. Todos acreditaram em mim sem qualquer garantia de que eu estivesse correto. Eles certamente foram mais corretos do que eu. Que eles recebam o devido crédito por todas as notas corretas e eu a culpa pelas notas erradas.
Não basta dizer que meu currículo aumentou com essa experiência. Faz-se mister dizer que fui presenteado com os ouvidos, a dedicação e a maestria de dois elencos aos quais entrego com alegria o meu nome, por saber que este será levado apenas aos melhores lugares imagináveis.
A ambos os elencos, vale lembrar – porque lembrar é muito mais excitante do que esquecer: vocês são do tamanho de seus sonhos… E, quem diria(?), eu também.
Para sempre grato,
Paulo.
