Publicado em www.projetoquanticodasartes.wordpress.com em 30 de março de 2011.
Projeto Quântico das Artes.
Nitidamente, trata-se do encontro entre o mundo das artes e o mundo – melhor: universo – da física quântica, com a qual mantenho uma duradoura relação de entusiasmo e respeito.
Faz três anos quando me formei na Faculdade de Direito, embora tenha me recusado a buscar o diploma. Na ocasião da defesa de minha Monografia de Conclusão de Curso (Direito Quântico), tive a oportunidade de dialogar com os nobres Mestres da Banca, os professores Carlos Eduardo Boucault, meu orientador na empreitada, Carlos Eduardo Batalha e Rodrigo Tardelli, todos eles acadêmicos da filosofia jurídica que eu e o Brasil têm muita sorte de ter em seu currículo.
Nessa oportunidade, uma epifania interferiu em minhas ideias, ao constatar, por força da arguição do Mestre Batalha, que arte e ciência estavam em busca de explicar, entender, justificar (ou termo que o leitor prefira) rigorosamente a mesma coisa: o Amor.
Nesse sentido, entretanto, não procuremos entender o Amor como aquele sentido pelo pai sobre os filhos; o do cônjuge para com o outro, mas sim o Amor em sentido amplíssimo, de um um ser vivo por aquilo que o modifica; de uma célula por aquilo do que precisa; de uma molécula pelo seu próximo estágio de existência; de uma partícula atômica pela satisfação eletrônica…
Mas onde se encontram a física quântica e as artes?
Uma exigência do princípio do entrelaçamento (descrito pela física quântica) é a de que, em alguma escala do universo, tudo esteja devidamente entrelaçado, interligado, sujeito a interferências recíprocas e intermitentes.
Nesse caso, tanto é verdade que a Lua modifica as marés, quanto é verdade que o artista possui, com sua obra, uma conexão que ainda não pode ser vista ou tocada, mas que existe. A evolução dessa relação, a do artista com sua obra, define, dentre outras coisas: a relevância da obra no contexto de sua publicação, o quanto esta modifica o autor e seu público, a mensuração de seu grau comercial e assim por diante.
Ou seja, a análise do resultado de uma obra deveria referir-se a uma cadeia de eventos e interferências que não pode ser efetivamente apresentada sem a observação de todos esses fatores, dentre os quais destaco os seguintes:
1. Qual a motivação de um determinado indivíduo a dominar um intrumento;
2. Qual o método compartilhado entre professor e aluno com destino a instrumentalizar o apendiz;
3. Como e com que intuito o aluno fará uso das habilidades adquiridas durantes as aulas, durante tanto tempo de esforço;
4. O nível de compreensão que o aluno possui de que tudo o que ele toca, pinta, controi ou escreve tem o potencial ( e condão) de alterar a realidade a sua volta.
Daí dizer que, no Projeto Quântico das Artes, o potencial criativo do aluno floresce antes de seu domínio técnico. Embora a técnica seja um passo importante para concretizar um artista, ela – a técnica -, ou a falta dela, jamais irá impedir ou facilitar que um indivíduo faça manifestar seus sentimentos a respeito de um específico assunto por qualquer meio artístico, seja a música, a arte plástica, a literatura, o teatro, o cinema, ou qualquer outro que não tenha sido contemplado por razão de memória, ou falta dela.
Para o bem ou para o mal, existe, pois, um ramo do Universo em que tudo o que busca o Amor, por meio de arte ou ciência, encontra-se nos diálogos e nas experiências que ousaremos travar aqui nesta publicação. A inexorável conexão de nossos pensamentos e atos será fonte daquilo pelo que luta o Projeto Quântico das Artes: Arte, Ciência e Amor.
Que esta publicação tenha sido uma boa maneira de inaugurar esse blog.
Meus respeitos e desculpas pelas citações não autorizadas, mas inevitáveis para todos os efeitos.
Abraço,
Boa noite e boa sorte,
Paulo Gianini
