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	<title>Por amor à arte, por ofensa a ninguém.</title>
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	<description>Blog dedicado a investigar a situação da arte no Brasil, bem como produzir textos de cunho artístico e filosófico, sempre em benefício da arte, da filosofia e do pensamento humano.</description>
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		<title>Por amor à arte, por ofensa a ninguém.</title>
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		<title>Virada Estatística&#8230; Virada Criminosa.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 06:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A Prefeitura de São Paulo considerou a Virada Cultural 2011 como menos violenta que as anteriores, por motivo de terem registrado menor número de ocorrências em relação aos números das edições anteriores. Tem dó&#8230; Tem dó&#8230; Ocorrência, na opinião da Prefeitura de São Paulo, é ato criminoso adequadamente registrado perante à Polícia Militar do Estado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=291&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A Prefeitura de São Paulo considerou a Virada Cultural 2011 como menos violenta que as anteriores, por motivo de terem registrado menor número de ocorrências em relação aos números das edições anteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">Tem dó&#8230; Tem dó&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Ocorrência, na opinião da Prefeitura de São Paulo, é ato criminoso adequadamente registrado perante à Polícia Militar do Estado de São Paulo. Não só. Também deve ser registrada no decorrer da Virada Cultural, para que a ocorrência seja contabilizada nessa espúria estatística.</p>
<p style="text-align:justify;">Ocorrência, na minha opinião não burocrática, é todo o fato que ocorre na vida que merece atenção, seja ele relacionado com a Lei Penal ou não. Nesse universo, alguns fatos competem à Polícia Militar examinar, outros não. No que se refere aos fatos que competem à Polícia Militar, alguns foram notificados, outros não. E conhecendo a gestão estadual, nem todas as ocorrências foram reveladas. Isso é uma espectativa normal, já que o mesmo governo que mente nas estatísicas também mente nos prazos de todas as obras públcias em andamento, inclusive e principalmente as do metrô da cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguém aí acredita que a cidade ou o estado de São Paulo possuam infra-estrutura para receber um evento da grandeza de uma verdadeira Virada Cultural? De uma copa do mundo?</p>
<p style="text-align:justify;">A Virada Cultural é um evento da Prefeitura, mas as linhas de ônibus não operaram durante 24h. Ninguém me disse isso. Eu esperei, durante uma hora, um ônibus que me levasse da minha casa até o centro da cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Está na hora de o povo verificar a exatidão do funcionamento das coisas que ocorrem para além do umbigo dos próprios indivíduos. Não é porque uma ou mil pessoas tiveram uma esperiência agradável na Virada Cultural que esta deva ser taxada como &#8220;bem-sucedida&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">A Virada Cultural 2011 foi rigorosamente vergonhosa, desde seu planejamento, passando pela programação, até a divulgação dos &#8220;dados oficiais&#8221;, que mascaram as verdades que ocorreram nas ruas.</p>
<p style="text-align:justify;">A cantora Marina Lima apresentou-se completamente bêbada; tomou várias doses de uísque durante seu &#8220;showzinho&#8221;; desrespitou o público com sua bebedeira e nem sequer era capaz de lembrar uma só letra de música na integralidade. Qual foi o cachê? Alguns milhares de reais, seguramente. Você acha que se embebedar num show é sinônimo de atitude? Sério? Ainda?</p>
<p style="text-align:justify;">Eu presenciei três, pelo menos, movimentações de batedores de carteira e celulares nas imediações do palco dos Beatles; tráfico de drogas (principalmente cocaína) a cada esquina, sem nenhuma discrição; menores de idade entorpecidos; maiores de idade absolutamente incapazes de dizer sequer as horas.</p>
<p style="text-align:justify;">Se a Virada Cultural vai se transformar em um encontro de criminosos, é melhor não haver virada alguma. A presença de alguns policiais militares pode até ter oferecido alguma &#8220;sensação de segurança&#8221;, mas certamente não seguraram nem suas próprias armas, já que crimes eram cometidos bem debaixo de suas narinas.</p>
<p style="text-align:justify;">A atual gestão usou do conceito de Virada Cultural para cumprir tabela e não deixar o povo sem o &#8220;pão-e-circo&#8221; que este está acostumado a receber e que o aceita sem pormenores ou ressalvas. Uma aglomeração de despreparados, eleitores e eleitos.</p>
<p style="text-align:justify;">Você gostou da Virada? Então você tem o que merece: a ausencia de preparo da administração pública; a vacuidade das políticas públicas; o desaparecimento dos valores.</p>
<p style="text-align:justify;">Discorda?</p>
<p style="text-align:justify;">Acha, então, aceitável o ocorrido na Praça Júlio Prestes? Acha aceitável o tráfico de drogas a céu aberto? Acha correto a equipagem sonora abaixo da crítica? Acha correto que o povo sofra num evento feito para o povo? Aproveitou-se, por acaso, de alguma irregularidade para ser mais feliz? Acha que isso é felicidade?</p>
<p style="text-align:justify;">Está pronto para se justificar? Ou acha que não deve explicações? Senhor Prefeito, Senhor Governador, acham os senhores que não devem explicações?</p>
<p style="text-align:justify;">A mim devem. O que pensam que estão fazendo como voto que não lhes dei? E você, leitor? Está apludindo os palhaços, ou está pensando em seus filhos?</p>
<p style="text-align:justify;">Houve bons momentos na Virada Cultural, certamente. Alguns deles eu vi, outros, não. Mas, de qualquer forma, foram todos obscurecidos pela baixeza de seu resultado global.</p>
<p style="text-align:justify;">Que vergonha&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">E ainda queremos ser referência.</p>
<p style="text-align:justify;">Tem dó&#8230; tem dó.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulogianini.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulogianini.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulogianini.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulogianini.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulogianini.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulogianini.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulogianini.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulogianini.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulogianini.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulogianini.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulogianini.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulogianini.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulogianini.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulogianini.wordpress.com/291/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=291&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Um breve ensaio sobre o encontro da arte e da ciência.</title>
		<link>http://paulogianini.wordpress.com/2011/03/30/um-breve-ensaio-sobre-o-encontro-da-arte-e-da-ciencia/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Mar 2011 04:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Publicado em www.projetoquanticodasartes.wordpress.com em 30 de março de 2011. Projeto Quântico das Artes. Nitidamente, trata-se do encontro entre o mundo das artes e o mundo &#8211; melhor: universo &#8211; da física quântica, com a qual mantenho uma duradoura relação de entusiasmo e respeito. Faz três anos quando me formei na Faculdade de Direito, embora tenha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=288&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Publicado em www.projetoquanticodasartes.wordpress.com em 30 de março de 2011.</p>
<p style="text-align:justify;">Projeto Quântico das Artes.</p>
<p style="text-align:justify;">Nitidamente, trata-se do encontro entre o mundo das artes e o mundo &#8211; melhor: universo &#8211; da física quântica, com a qual mantenho uma duradoura relação de entusiasmo e respeito.</p>
<p style="text-align:justify;">Faz três anos quando me formei na Faculdade de Direito, embora tenha me recusado a buscar o diploma. Na ocasião da defesa de minha Monografia de Conclusão de Curso (Direito Quântico), tive a oportunidade de dialogar com os nobres Mestres da Banca, os professores Carlos Eduardo Boucault, meu orientador na empreitada, Carlos Eduardo Batalha e Rodrigo Tardelli, todos eles acadêmicos da filosofia jurídica que eu e o Brasil têm muita sorte de ter em seu currículo.</p>
<p style="text-align:justify;">Nessa oportunidade, uma epifania interferiu em minhas ideias, ao constatar, por força da arguição do Mestre Batalha, que arte e ciência estavam em busca de explicar, entender, justificar (ou termo que o leitor prefira) rigorosamente a mesma coisa: o Amor.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse sentido, entretanto, não procuremos entender o Amor como aquele sentido pelo pai sobre os filhos; o do cônjuge para com o outro, mas sim o Amor em sentido amplíssimo, de um um ser vivo por aquilo que o modifica; de uma célula por aquilo do que precisa; de uma molécula pelo seu próximo estágio de existência; de uma partícula atômica pela satisfação eletrônica&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Mas onde se encontram a física quântica e as artes?</p>
<p style="text-align:justify;">Uma exigência do princípio do entrelaçamento (descrito pela física quântica) é a de que, em alguma escala do universo, tudo esteja devidamente entrelaçado, interligado, sujeito a interferências recíprocas e intermitentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse caso, tanto é verdade que a Lua modifica as marés, quanto é verdade que o artista possui, com sua obra, uma conexão que ainda não pode ser vista ou tocada, mas que existe. A evolução dessa relação, a do artista com sua obra, define, dentre outras coisas: a relevância da obra no contexto de sua publicação, o quanto esta modifica o autor e seu público, a mensuração de seu grau comercial e assim por diante.</p>
<p style="text-align:justify;">Ou seja, a análise do resultado de uma obra deveria referir-se a uma cadeia de eventos e interferências que não pode ser efetivamente apresentada sem a observação de todos esses fatores, dentre os quais destaco os seguintes:</p>
<p style="text-align:justify;">1. Qual a motivação de um determinado indivíduo a dominar um intrumento;</p>
<p style="text-align:justify;">2. Qual o método compartilhado entre professor e aluno com destino a instrumentalizar o apendiz;</p>
<p style="text-align:justify;">3. Como e com que intuito o aluno fará uso das habilidades adquiridas durantes as aulas, durante tanto tempo de esforço;</p>
<p style="text-align:justify;">4. O nível de compreensão que o aluno possui de que tudo o que ele toca, pinta, controi ou escreve tem o potencial ( e condão) de alterar a realidade a sua volta.</p>
<p style="text-align:justify;">Daí dizer que, no Projeto Quântico das Artes, o potencial criativo do aluno floresce antes de seu domínio técnico. Embora a técnica seja um passo importante para concretizar um artista, ela &#8211; a técnica -, ou a falta dela, jamais irá impedir ou facilitar que um indivíduo faça manifestar seus sentimentos a respeito de um específico assunto por qualquer meio artístico, seja a música, a arte plástica, a literatura, o teatro, o cinema, ou qualquer outro que não tenha sido contemplado por razão de memória, ou falta dela.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o bem ou para o mal, existe, pois, um ramo do Universo em que tudo o que busca o Amor, por meio de arte ou ciência, encontra-se nos diálogos e nas experiências que ousaremos travar aqui nesta publicação. A inexorável conexão de nossos pensamentos e atos será fonte daquilo pelo que luta o Projeto Quântico das Artes: Arte, Ciência e Amor.</p>
<p style="text-align:justify;">Que esta publicação tenha sido uma boa maneira de inaugurar esse blog.</p>
<p style="text-align:justify;">Meus respeitos e desculpas pelas citações não autorizadas, mas inevitáveis para todos os efeitos.</p>
<p style="text-align:justify;">Abraço,</p>
<p style="text-align:justify;">Boa noite e boa sorte,</p>
<p style="text-align:justify;">Paulo Gianini</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulogianini.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulogianini.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulogianini.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulogianini.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulogianini.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulogianini.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulogianini.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulogianini.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulogianini.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulogianini.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulogianini.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulogianini.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulogianini.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulogianini.wordpress.com/288/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=288&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Calendário, cores e lá se foram cinco mil anos&#8230;</title>
		<link>http://paulogianini.wordpress.com/2010/12/22/calendario-cores-e-la-se-foram-cinco-mil-anos/</link>
		<comments>http://paulogianini.wordpress.com/2010/12/22/calendario-cores-e-la-se-foram-cinco-mil-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 03:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Todos de branco para a virada do ano! Amarelo para dinheiro. Azul para clareza e limpeza! E assim vai. Sabe por que falo em cinco mil anos? Porque não há registro aceitável sobre quando começou essa história. Não há registro plausível sobre essa tradição, nem tampouco base lógica, ou ilógica para tanto. Eu sei: toda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=284&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Todos de branco para a virada do ano! Amarelo para dinheiro. Azul para clareza e limpeza! E assim vai.</p>
<p style="text-align:justify;">Sabe por que falo em cinco mil anos? Porque não há registro aceitável sobre quando começou essa história. Não há registro plausível sobre essa tradição, nem tampouco base lógica, ou ilógica para tanto.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sei: toda cor vibra numa certa freqüência (aqui ainda existe trema) específica de luz e se usada determinada cor em momentos específicos do tempo, isso pode fazer com que essas perturbações interajam de modo a canalizar determinada energia para fazer ocorrer determinada intenção no mundo físico perceptível. Porém, por mais à vontade que eu esteja com esse conceito, ainda não consigo acreditar que ele se estenda a uma camiseta, uma calça, ou &#8211; no caso dos países ao extremo do hemisfério norte &#8211; a casacos destinados a proteger as pessoas da neve rigorosa.</p>
<p style="text-align:justify;">Amigo, a cor por qual você opta usar na noite da virada do ano é rigorosamente, amplamente, direta e indiretamente irrelevante. Irrelevante.</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda que aquele conceito sobre as cores, o espaço e o tempo fosse verdade &#8211; e não é -, certamente não existe ser humano capaz de provocar tamanha canalização. E mesmo que houvesse, isso não se daria por meio de um pedaço passageiro de vestuário.</p>
<p style="text-align:justify;">Pior que isso: toma como base o calendário. Uma construção lógica puramente conveniente, relativo e extremamente manipulável, eficaz somente para destacar poucas datas importantes que só poderiam ter ocorrido na constância dele próprio, ou matematicamente antes dele. Nosso calendário é uma escolha; há infinitas outras escolhas possíveis para se medir o tempo, mas nenhuma delas permite medir a vontade do tempo de se ajustar às vontades vazias que atribuímos às cores.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma curiosidade: lembra dos signos? Capricórnio, câncer, peixes, etc? Eles foram ajustados conforme o tempo que o Sol leva para percorrer cada constelação. Detalhe, ou melhor, defeito: cada constelação tem um tamanho. O Sol não leva o mesmo tempo para passar por cada constelação; cada constelação exige seu próprio tempo; não há simetria. Não há simetria! Antes de acreditar que você é de um determinado signo, pense bem, para não cair nessa ilusão em massa que ocupa um pedaço de cada jornal e milhares de sítios na internet. Bingo! Você foi enganado.</p>
<p style="text-align:justify;">Ok. Como sabe, a intenção aqui não é ofender. Portanto, vamos finalizar com o seguinte:</p>
<p style="text-align:justify;">Não importa a cor com que você passa o ano novo; não importa quando é o ano novo (pode ser qualquer dia); não importa seu signo. Importante mesmo é como você pensa.</p>
<p style="text-align:justify;">25% do mundo comemora a chegada do ano antes; 25% pouco antes; 25% com a gente e 25% pouco depois&#8230; Não se iluda. Paz não se faz com branco; esperança não se faz com verde. Seja honesto e justo que a paz está feita; jamais desista e está aí a esperança&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Responsabilidade basta para um mundo melhor. Não perfeito, mas melhor&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Sei que não é o texto de fim de ano que gostaria, mas é o que temos. E não se esqueça: branco no ano novo é questão estética, de vaidade pura; e pela escada que sobe a vaidade, desce a sabedoria.</p>
<p style="text-align:justify;">Qualquer roupa vai bem. É só um dia virando outro.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulogianini.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulogianini.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulogianini.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulogianini.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulogianini.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulogianini.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulogianini.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulogianini.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulogianini.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulogianini.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulogianini.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulogianini.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulogianini.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulogianini.wordpress.com/284/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=284&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vai ver se eu estou na Livraria da Esquina!</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2010 04:15:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
				<category><![CDATA[fabulosa banda do curinga]]></category>
		<category><![CDATA[leonel villar]]></category>
		<category><![CDATA[livraria da esquina]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://paulogianini.wordpress.com/2010/12/01/vai-ver-se-eu-estou-na-livraria-da-esquina/"><img src="http://img.youtube.com/vi/m2P5l1vnyTY/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<title>Corda Bamba e A-Quarup: uma experiência em direção musical.</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 03:14:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
				<category><![CDATA[a-quarup]]></category>
		<category><![CDATA[corda bamba]]></category>
		<category><![CDATA[direção musical]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Previsivelmente, o presente texto não se presta a descrever ou fazer propaganda desses espetáculos, pois que dispensável. Presta-se, efetivamente, a elogiar os verdadeiros merecedores: os dois elencos e o processo que conduziu a esse resultado belíssimo. Foi com humildade e  ânimo de atender às necessidades dos espetáculos em apreço, que me deparei  com um paradigma ímpar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=279&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Previsivelmente, o presente texto não se presta a descrever ou fazer propaganda desses espetáculos, pois que dispensável. Presta-se, efetivamente, a elogiar os verdadeiros merecedores: os dois elencos e o processo que conduziu a esse resultado belíssimo.</p>
<p>Foi com humildade e  ânimo de atender às necessidades dos espetáculos em apreço, que me deparei  com um paradigma ímpar em matéria de teatro. Pois que não basta a dramaturgia sofisticada. A condução do processo é fundamental. Porém, não basta a condução do processo; a dedicação do elenco é peça chave.</p>
<p>Tudo isso é para dizer que me deparei não só com o brilhantismo da condução de Thais Aguiar, mas também com a dedicação interminável de dois elencos fantásticos que prescindiam, sem saber, de um diretor musical. Precisavam, em verdade, de alguém que lhes dissesse, apenas: &#8220;vocês podem, vocês vão&#8221;. E foi nesse processo de convencimento empírico que passei de diretor a aluno; e de aluno a público.</p>
<p>É sempre presumível, o aprendizado&#8230; Mas, nesse tamanho, nem tanto presumível quanto espantoso.</p>
<p>Agradeço, com entusiasmo e lágrimas, o fato de ter sido ouvido durante esse processo. Todos acreditaram em mim sem qualquer garantia de que eu estivesse correto. Eles certamente foram mais corretos do que eu. Que eles recebam o devido crédito por todas as notas corretas e eu a culpa pelas notas erradas.</p>
<p>Não basta dizer que meu currículo aumentou com essa experiência. Faz-se mister dizer que fui presenteado com os ouvidos, a dedicação e a maestria de dois elencos aos quais entrego com alegria o meu nome, por saber que este será levado apenas aos melhores lugares imagináveis.</p>
<p>A ambos os elencos, vale lembrar &#8211; porque lembrar é muito mais excitante do que esquecer: vocês são do tamanho de seus sonhos&#8230; E, quem diria(?), eu também.</p>
<p>Para sempre grato,</p>
<p>Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulogianini.wordpress.com/279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulogianini.wordpress.com/279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulogianini.wordpress.com/279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulogianini.wordpress.com/279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulogianini.wordpress.com/279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulogianini.wordpress.com/279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulogianini.wordpress.com/279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulogianini.wordpress.com/279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulogianini.wordpress.com/279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulogianini.wordpress.com/279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulogianini.wordpress.com/279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulogianini.wordpress.com/279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulogianini.wordpress.com/279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulogianini.wordpress.com/279/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=279&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sons abaixo do zero&#8230;</title>
		<link>http://paulogianini.wordpress.com/2010/11/23/sons-abaixo-do-zero/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Nov 2010 03:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
				<category><![CDATA[eterno]]></category>
		<category><![CDATA[física]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[som. música. melodia]]></category>
		<category><![CDATA[zero absoluto]]></category>

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		<description><![CDATA[Certo homem, certa vez, em certa região gelada, num certo momento frio, segurando um certo violão, percebeu que o instrumento em questão havia congelado. Ao perceber tamanho efeito gélido, enconstou o violão no iceberg mais próximo e passou a indagar como faria para tocar naquele que era sua única esperança: o violão, que agora era [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=276&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certo homem, certa vez, em certa região gelada, num certo momento frio, segurando um certo violão, percebeu que o instrumento em questão havia congelado.</p>
<p>Ao perceber tamanho efeito gélido, enconstou o violão no iceberg mais próximo e passou a indagar como faria para tocar naquele que era sua única esperança: o violão, que agora era mais um &#8220;<em>frozen guitar</em>&#8221; do que qualquer outra coisa.</p>
<p>Triste e desamparado, já que não podia mais musicar suas lamúrias, apelou para a memória e resgatou todas as aulas de física que tivera no passado. Sobre elas, recordou de um singular e intacto conceito segundo o qual nada poderia jamais acontecer: o zero absoluto.</p>
<p>&#8220;À temperatura de 273 graus Celcius negativos, toda a matéra congela e nada avança na dimensão do tempo; não há morte e não há vida. Tudo simplesmente se resume àquele momento onde o sim e o não perdem toda a sua dialética, a vida e a morte se confundem na fronteira em que tudo existe, porém, nada ocorre. Os verbos perdem o infinitivo e todos os seus outros tempos&#8230;&#8221;.</p>
<p>O homem, agora abaladíssimo, vislumbrava a vida eterna, sem tempo, e podia recordar apenas das músicas que haviam marcado sua vida. Sua infância, adolescência, vida adulta e adúltera, haviam se transformado em sons, músicas, melodias que descreviam rigorosamente todos os específicos momentos de sua existência. Por que músicas? Por que sons?</p>
<p>Como poderia ser que, após toda a vida do mundo, inclusive a dele, haver parado no tempo, congelado em absoluto, louca para acordar um dia, ele ainda podia perceber os sons que marcaram a história de sua vida e de todo o mundo? Como poderia ser que, mesmo a história de todo o universo não se perdera na espera eterna do zero absoluto?</p>
<p>Mas o som não congela; ele flui, a despeito de toda a outra e menor existência&#8230; Você se esquece, mas o som é memória. Ele vai fugir daqui, sem você, se preciso for.</p>
<p>Pensando com seus bordões, concluiu: existe som abaixo de zero &#8211; o som não congela.</p>
<p>Dia da música: para sempre será.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulogianini.wordpress.com/276/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulogianini.wordpress.com/276/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulogianini.wordpress.com/276/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulogianini.wordpress.com/276/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulogianini.wordpress.com/276/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulogianini.wordpress.com/276/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulogianini.wordpress.com/276/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulogianini.wordpress.com/276/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulogianini.wordpress.com/276/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulogianini.wordpress.com/276/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulogianini.wordpress.com/276/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulogianini.wordpress.com/276/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulogianini.wordpress.com/276/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulogianini.wordpress.com/276/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=276&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>#penseinocarro</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 06:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[genialidade]]></category>
		<category><![CDATA[nudez]]></category>
		<category><![CDATA[pensei]]></category>

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		<description><![CDATA[Cuidado, que a genialidade se veste de nudez também&#8230;<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=272&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cuidado, que a genialidade se veste de nudez também&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulogianini.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulogianini.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulogianini.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulogianini.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulogianini.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulogianini.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulogianini.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulogianini.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulogianini.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulogianini.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulogianini.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulogianini.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulogianini.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulogianini.wordpress.com/272/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=272&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>DIAPASÃO</title>
		<link>http://paulogianini.wordpress.com/2010/03/27/diapasao/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 14:49:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA[afinação]]></category>
		<category><![CDATA[afinador]]></category>
		<category><![CDATA[piano]]></category>
		<category><![CDATA[teskla]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicação original de 17 de fevereiro de 2008, que julguei por bem republicar, não pelo mal que jamais fará, mas pelo bem que certamente carrega.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=269&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Sexta-feira passada esteve em casa o senhor que afina meu piano. Afinar um piano não é como afinar um violão, embora ambos os casos se resumam em girar uma tarracha presa à corda. Pensando bem, melhor dizer a verdade e esclarecer que maior parte das notas de um piano são compostas por três cordas. Um piano afinado é afinado vezes três.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse senhor, meu afinador, chama-se Teskla. Com nome de físico e já com certa idade, perambula pela cidade de São Paulo, com sua necessária bengala, afinando o instrumento dos pianistas fora do tom.</p>
<p style="text-align:justify;">Trata-se – e que isso fique claro – de um ser humano admirável. Um senhor de idade que resguarda os benefícios de um ofício ambígüo, na fronteira do invisível com o imprescindível. Há apenas uma situação em que se pode vê-lo sem bengala: quando afina um piano. Quando afina um piano, deixa o apoio de lado, desmonta o móvel de madeira e teclas e não há o que possa derrubá-lo. É incrível a força nos finos braços e pernas deste devoto pela perfeição harmônica.</p>
<p style="text-align:justify;">Devo contar sobre a noção de humanidade que me oferece Teskla.</p>
<p style="text-align:justify;">Jamais esquecerei da primeira vez que meu piano foi afinado por ele. Esse dia foi marcado pela comoção em ver um homem trabalhador andar pelos próprios pés até um distante ponto de ônibus, com a finalidade de compartilhar seu trajeto com o povo até os pés da Serra da Cantareira, onde reside.</p>
<p style="text-align:justify;">Lembro-me de ter ficado repleto de um sentimento de preocupação, de zelo, pelo fato de achar uma calamidade um senhor de idade e de bengala andar um belo trecho em busca da condução que o levasse ao conforto do lar.</p>
<p style="text-align:justify;">Devo colocar meus colegas de juventude nesse texto e exalar uma interrogação fundamental: conseguiremos viver com tamanho vigor quando passarmos dos setenta? Ou será que seremos tão baixos a ponto de de abandonar a simplicidade e beleza de uma vida de luta? Penso em meu pai.</p>
<p style="text-align:justify;">A lembrança eterna que persistirá é a de quando precisei de deixar Teskla a sós ao piano, dessa última vez. Cumprimentei-o comunicando que deveria sair para o ensaio da Fabulosa. Ele pediu para que não me incomodasse e que ficasse calmo, pois o instrumento seria deixado em perfeito estado, sem sombra de dúvida.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse momento, não pude ignorar a velha lembrança da andança até o ponto de ônibus. Estava chovendo e o preço da afinação provavelmente não faria fazer valer o táxi.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse meu momento de aflição pela integridade de Teskla, ele me estendeu os braços e me abraçou, dizendo que havia sido um grande prazer em me ter visto. Disse-me para que eu fosse com cuidado para o ensaio e que prestasse atenção nos semi-tons. Disse-me: “Áté a próxima”.</p>
<p style="text-align:justify;">Fui, por certo, elevado para um lugar bem melhor. Fui levado ao futuro harmônico.</p>
<p style="text-align:justify;">Retirei-me, então, com destino ao ensaio. E chorei. Chorei, no carro, a tristeza em tê-lo deixado; a alegria em tê-lo visto; a certeza de que há bondade o bastante para se chegar à plena paz.</p>
<p style="text-align:right;">Publicado originalmente em 17 de fevereiro de 2008.</p>
<p style="text-align:right;">Republicado.</p>
<p style="text-align:right;">@paulogianini</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulogianini.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulogianini.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulogianini.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulogianini.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulogianini.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulogianini.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulogianini.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulogianini.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulogianini.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulogianini.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulogianini.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulogianini.wordpress.com/269/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulogianini.wordpress.com/269/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulogianini.wordpress.com/269/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=269&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Questão filosófica embriagante.</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 04:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Se você acreditasse que é possível algo surgir do nada; se você apostasse no nada como fonte de grandes idéias, daria sua vida ao nada, esperando que o nada fizesse dela algo melhor que você? Talvez seja uma questão de humildade; eu mesmo já cheguei a me considerar levemente menos útil que o nada. Diante [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=265&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Se você acreditasse que é possível algo surgir do nada; se você apostasse no nada como fonte de grandes idéias, daria sua vida ao nada, esperando que o nada fizesse dela algo melhor que você?</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez seja uma questão de humildade; eu mesmo já cheguei a me considerar levemente menos útil que o nada. Diante disso, entreguei-me ao nada para ter uma idéia. Nada existe dentro de você, a não ser você mesmo. Na verdade, cá entre nós, possuímos duas coisas com as quais podemos contar durante todos os milésimos de todos os segundos durante os quais vivemos: o nada e nós mesmos. É muito remota a possibilidade de controlarmos tudo o que existe; ainda assim, não nos damos conta de que o nada é muito mais vasto que o tudo. Mas na imensidão do vazio há algum aspecto que o permite criar com freqüência maior que o tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o nada não se define pela ausência? Talvez até ausência de si próprio. Daí eu digo que o nada satisfaz a si próprio e o faz da seguinte maneira: criando. O nada me atinge de uma forma muito mais eletrizante do que o tudo; criar dentro de tudo o que existe chega a ser redundante. Precisa de abrir espaço, conversar com as leis da física, ser mais educado que o merecido&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Criar a partir do nada, isso sim é liberdade.</p>
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		<title>Sobre a vacuidade do caminho e as peças sobressalentes da cultura.</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 07:55:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulogianini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cópia]]></category>
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		<category><![CDATA[potencial]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha]]></category>

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		<description><![CDATA[Em verdade, a localidade virtual dessa publicação se deve à dimensão pessoal que seu conteúdo tomou durante sua elaboração. Não tenho clara lembrança, mas acredito que tenha ocorrido dessa forma: Em um indeterminado sábado do ano de 2006, acordei. Desci para tomar café da manhã, quando meu pai me surpreendeu com a seguinte situação: &#8220;Começo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulogianini.wordpress.com&amp;blog=9146882&amp;post=263&amp;subd=paulogianini&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Em verdade, a localidade virtual dessa publicação se deve à dimensão pessoal que seu conteúdo tomou durante sua elaboração.</p>
<p style="text-align:justify;">Não tenho clara lembrança, mas acredito que tenha ocorrido dessa forma:</p>
<p style="text-align:justify;">Em um indeterminado sábado do ano de 2006, acordei. Desci para tomar café da manhã, quando meu pai me surpreendeu com a seguinte situação: &#8220;Começo aulas de piano hoje; quer ir comigo?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">A decisão que tomei explica o motivo de eu estar aqui, nesse muito determinado momento, chegando às cinco da manhã, escrevendo essa particular publicação. Porque, artisticamente, eu nasci quando respondi ao meu pai que sim; eu o acompanharia àquela aula de piano, mais tarde esclarecida como pretexto, para que minha vida fosse jamais considerada como retilínea.</p>
<p style="text-align:justify;">À época, considerei como fundamental o seguinte conceito: reproduzir a obra alheia é alimentar o próprio tédio. Ainda que seja necessário partir de algum lugar; ainda que seja importante aprender com as músicas daqueles que são nossos ídolos, o ânimo de se dominar um instrumento não pode ser o de, mais tarde, reproduzir a infinitas obras daqueles que nos influenciaram. O ânimo de se dominar um instrumento de arte é justamente contribuir ativamente para ela, nunca por tabela ou por interposta pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;">A obra artística que é sua assim o é por razão da própria natureza da existência. Não há existência desprovida de criatividade. Em verdade, não há existência sem criatividade, ou não concordam que a singular constância do universo seja simplesmente genial?</p>
<p style="text-align:justify;">Por mais emocionante que seja, reproduzir por instrumento de arte as grandes obras já produzidas não deve servir para algo que não seja o aprendizado, este voltado sempre para a produção de algo inédito.</p>
<p style="text-align:justify;">Com permissão, argumento interrogativamente: quando decidimos ter um filho, queremos que ele seja igual a nós, igual aos nossos ídolos, ou que seja uma forma de vida nova, plena e criativa?</p>
<p style="text-align:justify;">Nós somos toda a família de nossas obras de arte; somos pais, filhos, irmãos, avós, tios e primos daquela arte que produzimos e sobre ela temos a responsabilidade de fazê-la útil aos seres vivos e não vivos que nos rodeiam.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje mesmo estive no meio de um grupo de instrumentistas geniais.</p>
<p style="text-align:justify;">Entretanto, estávamos lá apenas para suprir as necessidades básicas de nossa sobrevivência. E buscávamos inovar dentro do consagrado. No máximo, isso significa que o aprendizado foi, até aquele momento, cumprido. Porém, foi cumprido e colocado em algo não inédito, resultando no uso precário de grande potencial. Pior: para fins de venda.</p>
<p style="text-align:justify;">Na verdade, trata-se de um milagre, para quem aprecia o termo. Inovar dentro do consagrado constitui criar som no vácuo artístico. Isso para vender aquela apresentação para que tem medo de inovar.</p>
<p style="text-align:justify;">Sinto-me esclerosado, na verdade. Repetindo o que todos já sabem&#8230; Eu devia ter vergonha. Grandes instrumentistas tocando música dos outros! Seres criativos reproduzindo obra alheia sob o argumento de que não se sobrevive de arte autoral no Brasil. Claro, quantos escrevem e quantos apenas re-escrevem? Vivemos no país do &#8220;<em>copy-paste</em>&#8220;, mas só porque esse comando é sobre-estimado.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas eu tenho vergonha na cara.</p>
<p style="text-align:justify;">Chega de ser peça sobressalente de cultura.</p>
<p style="text-align:justify;">Vou cumprir minha agenda porque profissionalismo é fundamental. Depois disso, a bandeira da arte autoral será minha única.</p>
<p style="text-align:justify;">Se eu morrer de fome por causa disso, não tem problema. Isso acontece. Mas meu coração será o último a esfriar; minha arte será a última a se decompor.</p>
<p style="text-align:justify;">Se não pelos frutos, pelas sementes, que tanto nos tem a oferecer.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu componho, mas não é porque seja a única coisa que eu tenha. É a única coisa que eu quero ter. É só dela que eu vivo. É por causa dela que eu sou.</p>
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