Alguns dirão que minha resenha se encontra no sítio errado. Talvez seja verdade.
Mas produzir uma resenha sobre uma banda tão nova e publicar no www.designdamusica.wordpress.com seria uma precipitação. Unicamente porque faltaria imparcialidade de minha parte.
Impossível publicar naquele sítio uma resenha sobre uma banda que, além de dois bons amigos, contam com o vocalista e o baixista da minha banda, a Fabulosa Banda do Curinga.
A banda em questão é a muito jovem Vertigo. Ela tem quatro ensaios de idade. Mesmo assim, com tão pouca idade…
Durante a primeira parte da apresentação, que se deu no Canto Granja Viana, senti algo muito interessante a propósito da naturalidade com que se deve apresentar um artista, ou grupo deles.
O Rangel, vocalista da Vertigo, compõe há muito tempo. Tendo acompanhado as motivações e os resultados que ele obteve na atividade da composição, chego à seguinte conclusão: nada melhor do que um compositor honesto.
Ao desconsiderar o estilo da música tocada, vejo que sobram: intenção, assunto, poesia e cadência.
Em matéria de intenção e assunto, percebo que as do Rangel atendem às expectativas, pois que ao variar em assuntos, revela variedade de intenções.
Em se tratando de poesia e e cadência, entretanto, devo somente elogiar. Claro, porque não houve música que ficasse melhor em outro estilo, arranjo ou velocidade.
Daí conceder o devido devido crédito ao compositor, e com a devida licença, aos outros integrantes da banda, por razão de terem percebido e atendido ao espírito daquelas composições no ato de tocar exatamente o que era requerido pela alma da música.
Tudo isso não é para apenas elogiar a notada evolução de um grupo de amigos músicos; mas para dar relatório de que ainda há esperança; de que há evolução teórica, técnica e prática na música independente.
Puro bom gosto.
Parabéns: Rangel, Thomas (um guitarrista exemplar), Felipe DiBona e André DiBona.
Parabéns e obrigado.
